O PODER DO AGRO BRASILEIRO: OS GIGANTES QUE ALIMENTAM O MUNDO E ENRIQUECEM O BRASIL
Enquanto o mundo assiste ao Brasil se consolidando como superpotência agrícola, a Lista Forbes Bilionários 2026 revela um fato impressionante: o agronegócio detém 25,45% da fortuna total dos brasileiros no ranking global. São 18 bilionários do setor somando impressionantes US$ 67,4 bilhões de um total de US$ 264,8 bilhões acumulados pelos 70 brasileiros na lista. Isso não é sorte. É resultado de visão, inovação, trabalho incansável e a capacidade única do Brasil de transformar solo, tecnologia e determinação em riqueza que alimenta bilhões de pessoas no planeta.
Marcello D'Victor
5/13/20264 min read


Brasília - Enquanto o mundo assiste ao Brasil se consolidando como superpotência agrícola, a Lista Forbes Bilionários 2026 revela um fato impressionante: o agronegócio detém 25,45% da fortuna total dos brasileiros no ranking global. São 18 bilionários do setor somando impressionantes US$ 67,4 bilhões de um total de US$ 264,8 bilhões acumulados pelos 70 brasileiros na lista. Isso não é sorte. É resultado de visão, inovação, trabalho incansável e a capacidade única do Brasil de transformar solo, tecnologia e determinação em riqueza que alimenta bilhões de pessoas no planeta.
O agro não é apenas um setor — é o motor da economia brasileira, responsável por recordes sucessivos de exportações, empregos e inovação. Da soja que vira proteína animal na China à carne que chega à mesa americana, do etanol que impulsiona a matriz energética limpa aos fertilizantes que multiplicam colheitas, esses titãs constroem o futuro do país. Aqui estão os 10 maiores nomes do agronegócio brasileiro na Forbes 2026, com dados, conquistas e o impacto real que eles geram.
1-4. Jorge Paulo Lemann, Max Van Hoegaerden Herrmann Telles, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles (3G Capital / AB InBev)
Fortunas aproximadas: US$ 19,8 bi (Lemann), US$ 7,4 bi, US$ 6,9 bi e US$ 2,8 bi. Esses são os mestres do capitalismo brasileiro. Controladores da maior cervejaria do mundo (AB InBev), suas operações dependem diretamente de vastas cadeias agrícolas: cevada, malte, milho, arroz e lúpulo. Eles investem em agricultura regenerativa, gestão hídrica e parcerias com produtores no Sul do Brasil, nacionalizando até o lúpulo em Santa Catarina. Verticalização total: da semente à lata. Seu império gera bilhões em receita e impulsiona milhares de produtores rurais.
5-6. Joesley Batista e Wesley Batista (JBS)
Fortuna: US$ 5,4 bilhões cada. Os irmãos que transformaram um pequeno açougue em Anápolis na maior empresa de proteína animal do planeta. A JBS processa bilhões de cabeças de gado, aves e suínos anualmente, exportando para mais de 100 países. Sob sua liderança, a companhia se tornou sinônimo de escala brasileira: tecnologia de abate, rastreabilidade e sustentabilidade. A JBS não só alimenta o mundo — gera uma cadeia que sustenta milhões de pecuaristas, transportadores e indústrias no interior do Brasil.
7. Alceu Elias Feldmann & família (Fertipar)
Fortuna estimada: cerca de US$ 3,7-3,9 bilhões. Do interior de Santa Catarina, esse engenheiro agrônomo construiu um império em fertilizantes. A Fertipar controla cerca de 15% do mercado brasileiro, com receita na casa dos bilhões. Seus produtos fazem a diferença nas lavouras de soja, milho e algodão que colocam o Brasil como líder mundial em produtividade. Feldmann personifica a ascensão: de vendedor a bilionário que multiplica a força da terra brasileira.
8. Rubens Ometto Silveira Mello (Cosan / Raízen)
Fortuna: cerca de US$ 1,5 bilhão. O "primeiro bilionário do etanol" do mundo. Presidente da Cosan, controla um dos maiores complexos integrados de açúcar, etanol, logística (Rumo) e energia do planeta. Mais de 1,3 milhão de hectares sob gestão, parceria com Shell na Raízen e produção de biocombustíveis que reduzem emissões. Ometto transformou cana-de-açúcar em combustível do futuro, infraestrutura e energia renovável.
9-10. Blairo Maggi, Itamar Locks e Hugo Ribeiro (e família) — Representantes de MT e o agro de grãos
Fortunas: cerca de US$ 1,3-1,4 bi cada (Maggi e Locks), US$ 1,2 bi (Ribeiro). Mato Grosso, o celeiro do Brasil, brilha com esses nomes. Blairo Maggi, ex-ministro da Agricultura e ícone do agronegócio, lidera o Grupo Amaggi, gigante em grãos. Itamar Locks e Hugo Ribeiro completam o trio com forte atuação em commodities, produção e exportação. Juntos, simbolizam a força do Centro-Oeste: soja, milho e algodão que dominam o comércio global.
Outros destaques incluem os irmãos Feffer (Suzano — celulose de eucalipto, US$ 1,5 bi cada), Liu Ming Chung (papel e embalagens) e Jorge Feffer, reforçando como o agro se estende à bioeconomia e indústria de base florestal.
Por que isso importa? O Brasil é o maior exportador líquido de alimentos do mundo. Em 2025/26, o agro deve bater novos recordes de produção, com soja, milho e carne liderando. Esses bilionários não acumulam riqueza em torres de marfim — eles investem em tecnologia, sustentabilidade (redução de desmatamento ilegal, plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta) e infraestrutura que conecta o produtor ao mercado global.
Enquanto alguns criticam o setor, os números não mentem: o agronegócio responde por cerca de 25-27% do PIB brasileiro, gera superávits comerciais recordes e sustenta desenvolvimento regional. Esses 10 (e os outros 8 do agro na lista) provam que o Brasil tem o que o mundo precisa: comida segura, abundante e cada vez mais sustentável.
O futuro é verde-amarelo e plantado no campo. Com líderes como esses, o Brasil não só alimenta o planeta — ele enriquece o mundo e constrói uma nação mais próspera. O agro é Brasil. E o Brasil é potência.


