O AVANÇO DAS GRANDES DO AGRO BRASILEIRO EM 2026
lista Forbes Agro100 2025, referência do setor, consolidou o ranking com base na receita líquida de 2024, revelando um universo que movimentou cerca de R$ 1,9 trilhão. As líderes continuam sendo empresas de proteína animal e alimentos processados.
Marcello D'Victor
6/2/20262 min read


Brasília (DF) — O agronegócio brasileiro mantém sua trajetória de protagonismo na economia nacional mesmo diante de um cenário de ajuste em 2026. Após um 2025 de forte expansão, com o PIB do setor crescendo cerca de 9-12%, as projeções para este ano indicam ritmo mais moderado, em torno de 0,5% a 1,5%, segundo estimativas da CNA, Rabobank e Fiesp. Ainda assim, o setor deve seguir como principal motor de superávit comercial e geração de riqueza.
A lista Forbes Agro100 2025, referência do setor, consolidou o ranking com base na receita líquida de 2024, revelando um universo que movimentou cerca de R$ 1,9 trilhão. As líderes continuam sendo empresas de proteína animal e alimentos processados.
As maiores empresas do agro (Forbes Agro100 2025)
JBS – R$ 416,95 bilhões Líder incontestável em proteína animal, a companhia dos irmãos Batista reforça sua posição global com eficiência operacional e diversificação.
Marfrig Global Foods – R$ 144,15 bilhões Forte na carne bovina, mantém expansão nas Américas.
Cargill Alimentos – R$ 109,19 bilhões Gigante americana com profunda integração no Brasil, atua em grãos, processamento e logística.
Ambev – R$ 89,45 bilhões
Bunge – cerca de R$ 70 bilhões
Raízen – R$ 66,9 bilhões (destaque em bioenergia)
Outras que aparecem com relevância: BRF, Suzano, Copersucar, Cofco e Grupo Amaggi. As cooperativas também ganham espaço, com nomes como C.Vale (19ª posição), Coamo, Lar e Comigo demonstrando a força do modelo associativista no interior.
Setores em destaque e perspectivas para 2026
Proteína animal: JBS, Marfrig e BRF dominam. A produção total de carnes deve atingir recorde próximo a 32 milhões de toneladas, com suínos e frango puxando o crescimento, enquanto bovinos enfrentam ajuste de ciclo.
Grãos e trading: Cargill, Bunge e tradings como Amaggi e Louis Dreyfus se beneficiam da safra de soja projetada perto de 177 milhões de toneladas.
Bioenergia: Raízen e Cosan ampliam o papel do etanol e biometano, alinhados à demanda por energia renovável.
Insumos e inovação: Empresas de defensivos e fertilizantes (como Ihara e Mosaic) registraram forte ganho de market share com soluções competitivas.
Apesar do otimismo com produtividade e demanda externa, o ano de 2026 traz desafios: margens apertadas, juros elevados, volatilidade cambial e pressão por sustentabilidade. A expansão da área plantada deve ser mais moderada (+2%), e o foco migra para eficiência e agregação de valor.
O agronegócio responde por cerca de 25% do PIB brasileiro e continua essencial para o equilíbrio das contas externas. Sua capacidade de adaptação — via tecnologia, integração vertical e presença em cadeias globais — será decisiva para sustentar o crescimento em um ambiente macro mais restritivo.
A coluna Voz do Contribuinte acompanha semanalmente os números, estratégias e tensões que definem o setor mais dinâmico da economia brasileira.




