LEONARDO GUERRA E A CONSOLIDAÇÃO DA RE/MAX NO DISTRITO FEDERAL EM 2025
A operação brasiliense, embora consolidada, enfrenta os mesmos desafios do setor em escala nacional: ciclos de juros altos, restrições de crédito, concorrência acirrada de plataformas digitais e demanda crescente por transparência. A aposta da RE/MAX e de Guerra é de que o modelo híbrido — tecnologia combinada a atendimento consultivo — continue representando vantagem competitiva.
Marcello D'Victor
11/28/20254 min read


Gazeta do Amapá — Edição Especial / Associação Nacional de Jornais (ANJ)
Por Marcello D’Victor
Em um mercado imobiliário marcado por ciclos irregulares, restrições de crédito e forte competição entre incorporadoras e intermediadores, a RE/MAX vem se firmando como uma das redes mais estruturadas e visíveis do país. A operação do Distrito Federal, liderada por Leonardo Guerra, destaca-se como um dos polos mais organizados da marca, que está presente no Brasil desde 2009 e integra a maior rede imobiliária do mundo em número de agentes.
Guerra, que atua há anos no setor e lidera a expansão regional da franquia, tornou-se um dos nomes mais conhecidos da RE/MAX no Centro-Oeste. Seu perfil público, reforçado nas redes sociais e em eventos corporativos, reflete um tipo de liderança típica das grandes redes internacionais: foco em treinamento, padronização de processos e expansão constante de market share. A estratégia conversa diretamente com o modelo global da empresa, fundada em 1973, nos Estados Unidos, e hoje presente em mais de 110 países.
Profissionalização e métricas de desempenho
Embora a RE/MAX Brasil não divulgue rankings públicos por corretor ou por região, a operação do Distrito Federal tem chamado atenção dentro da rede pela rápida profissionalização das unidades franqueadas, ambiente competitivo e forte adesão às diretrizes internacionais da marca. O trabalho de Guerra é frequentemente associado a essa cultura de performance: promover formação continuada, adotar padrões de atendimento rigidamente definidos e incentivar corretores a operar como empreendedores independentes.
O modelo da RE/MAX — baseado em alta comissão, autonomia e estrutura de suporte — demanda gestores capazes de manter coesão sem tolher a iniciativa dos agentes. É nesse ponto que Guerra ganhou visibilidade: costurando a ponte entre diretrizes globais e a realidade específica do mercado brasiliense, que concentra grande volume de imóveis de médio e alto padrão e uma demanda constante por locação e compra.
Brasília como polo de expansão
O Distrito Federal consolidou-se nos últimos anos como um dos mercados mais dinâmicos para a rede. A capital federal, marcada por estabilidade de renda, intensa rotatividade de servidores e diversidade de segmentos imobiliários, oferece um terreno fértil para estruturas de corretagem mais profissionalizadas.
Dados nacionais divulgados pela RE/MAX Brasil indicam que a rede superou 600 franquias e 8.000 corretores credenciados no país. O volume total de imóveis anunciados pela empresa no Brasil supera 50 mil, segundo o site oficial. Embora os números específicos de Brasília não sejam detalhados publicamente, a região figura entre as operações mais ativas, o que explica por que a liderança local ganhou projeção dentro da própria marca.
A presença crescente de franquias e times estruturados no DF — alguns deles conduzidos diretamente sob orientação de Guerra — ajuda a explicar por que Brasília se tornou, para a RE/MAX, um território estratégico.
Gestão por cultura e visibilidade pública
Se há um traço comum entre executivos de grandes redes de franchising, é a capacidade de transformar cultura corporativa em rotina operacional. Nos discursos e treinamentos promovidos por Guerra, essa característica aparece com clareza: insistência em rituais de gestão, metas definidas, padronização de processos e presença digital constante dos corretores.
Em um setor tradicionalmente pulverizado e informal, a ênfase em profissionalização funciona como diferencial competitivo. E Guerra, ao centralizar sua comunicação em produtividade, especialização e disciplina comercial, acaba representando a face regional de uma empresa que prega que o corretor deve atuar mais como consultor — posição que a RE/MAX defende desde sua fundação.
Desafios e expectativas
A operação brasiliense, embora consolidada, enfrenta os mesmos desafios do setor em escala nacional: ciclos de juros altos, restrições de crédito, concorrência acirrada de plataformas digitais e demanda crescente por transparência. A aposta da RE/MAX e de Guerra é de que o modelo híbrido — tecnologia combinada a atendimento consultivo — continue representando vantagem competitiva.
O desempenho recente da rede no Brasil reforça essa perspectiva. Em 2025, a RE/MAX nacional registrou R$ 6,7 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) no primeiro semestre e R$ 284,9 milhões em comissões, segundo dados divulgados pela companhia. Esses resultados dão sustentação ao discurso de expansão e reforçam o papel estratégico das operações regionais.
O Modelos de Negócios Destemido no DF
Leonardo Guerra encarna, no Distrito Federal, o modelo de liderança que a RE/MAX pretende replicar no país: gestor que combina disciplina comercial, cultura corporativa forte e foco na formação de corretores. Em um mercado que se transforma rapidamente, a operação brasiliense se tornou vitrine para a rede — e a atuação do CEO regional aparece como peça central dessa consolidação.
Se o cenário de expansão se mantiver e a profissionalização seguir avançando, Brasília tende a permanecer como um dos principais polos de crescimento da maior rede imobiliária do mundo.


LEONARDO GUERRA - REGIONAL OWNER DA RE/MAX NO DISTRITO FEDERAL


