CORONEL HÉLIO: “O PT ENTREGOU UM ESTADO ESTAGNADO E O POVO POTIGUAR ESTÁ CANSADO”

Agradeço a confiança do grupo pelo meu nome e no que depender de mim e da nossa união vamos resgatar o Rio Grande do Norte e o Brasil das mãos incompetentes do PT e redirecionar o nosso estado e país para o caminho do desenvolvimento e prosperidade.

Marcello D'Victor

3/21/202611 min read

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O CORONEL HÉLIO, PRÉ - CANDIDATO AO SENADO FEDERAL PELO RN

O coronel Hélio, pré-candidato ao Senado pelo PL no Rio Grande do Norte com apoio de Flávio Bolsonaro, surge como uma das principais vozes da direita conservadora no estado. Militar, diretor da ASPIRN (Associação dos Polos Industriais do Rio Grande do Norte) e com trajetória fora da política tradicional, ele se apresenta como alternativa ao modelo petista após oito anos de gestão Fátima Bezerra (PT), marcada por alta desaprovação — que chegou a 64,5% em março, segundo levantamento recente.

Em entrevista, o coronel critica com veemência a herança deixada pelo PT — da educação ao colapso na saúde, passando por segurança e contas públicas — e defende um pacote de propostas centrado em segurança ostensiva, educação baseada em mérito, atração de investimentos e responsabilidade fiscal. “Não venho da política tradicional. Venho de disciplina, gestão e compromisso com resultados”, afirma.

A seguir, a íntegra da entrevista:

1. Coronel Hélio, a governadora Fátima Bezerra desistiu de candidatar-se ao Senado após a pressão da oposição conservadora e o fortalecimento da sua pré-candidatura. O que isso revela sobre o cansaço do povo potiguar com 8 anos de PT no governo?

O PT no Rio Grande do Norte tem se mostrado ineficiente e incompetente na gestão do estado. A desaprovação da governadora Fátima Bezerra, que em março atingiu 64,5%, é reflexo direto de um estado estagnado, pouco produtivo e que não conseguiu avançar como poderia.

Hoje o RN enfrenta um dos piores índices de educação do país e uma saúde pública altamente ineficiente, penalizando principalmente o pagador de impostos, que muitas vezes precisa de exames de imagem, cirurgias eletivas ou atendimentos especializados e, quando depende apenas do sistema público, acaba enfrentando demora ou até a falta de atendimento.

Além disso, o estado enfrenta um déficit fiscal na casa dos bilhões, resultado de uma gestão que não conseguiu equilibrar as contas públicas e que mantém um modelo caro e pouco eficiente para a população.

O que vemos é um governo que prometeu muito e entregou pouco. O povo do Rio Grande do Norte está cansado de promessas não cumpridas, de discursos e de uma gestão que não conseguiu transformar o potencial do nosso estado em desenvolvimento real.

Temos que olhar pra frente e saber que os pré-candidatos atuais podem apresentar um plano de ação propositivo para reerguer o estado e atuar nas pautas nacionais em benefício do povo potiguar.

2. Rodrigo Pimentel, ex-BOPE, sempre diz que impunidade e leniência com o crime organizado transformam o Estado em refém de facções. No RN, vimos ondas de violência e presídios em colapso sob Fátima Bezerra. Como senador, o senhor vai propor o que de concreto para retomar o controle da segurança pública?

Hoje cerca de 52% das facções criminosas do Brasil já atuam no Nordeste, e isso mostra o tamanho do desafio que temos pela frente. Essas organizações não apenas ampliaram sua presença nas capitais e regiões metropolitanas, mas também avançaram para o interior dos estados, expandindo seu controle territorial, levando medo às famílias, incentivando o tráfico de drogas, vícios e promovendo diversos tipos de crimes, principalmente as mortes violentas.

O combate ao crime organizado precisa ser tratado como plano permanente de qualquer governo, um plano nacional e isso passa por alguns pilares muito claros. Primeiro, precisamos fortalecer o combate ostensivo, dar condições reais de trabalho às forças de segurança e garantir que o Estado volte a impor autoridade.

Segundo, precisamos rever leis que hoje acabam criando brechas que favorecem a impunidade. É necessário discutir mecanismos como audiência de custódia, redução da maioridade penal e aperfeiçoar a legislação para garantir que criminosos perigosos não voltem rapidamente às ruas.

Outro ponto fundamental é o investimento maciço em inteligência policial, com integração real entre as forças federais, estaduais e municipais. O crime hoje é organizado e atua em rede, então o Estado precisa ser ainda mais organizado e integrado para enfrentá-lo. Utilizar a inteligência artificial através de monitoramento e cruzamento de dados à favor do cidadão de bem, trabalhador.

Também é fundamental sufocar o crime organizado na sua origem, principalmente no combate ao tráfico de drogas e armas nas fronteiras do país, porque é daí que vem a estrutura financeira dessas organizações que depois dominam bairros e cidades.

A médio e longo prazo, enxergo que através de investimento na educação básica de qualidade e geração de emprego para jovens auxiliem a reduzir a criminalidade de forma contínua e permanente.

3. O RN registrou um dos piores desempenhos nacionais no IDEB nos últimos anos, com a educação pública virando sinônimo de caos e abandono. Qual é o seu diagnóstico da “marca registrada” deixada pela gestão Fátima Bezerra na educação?

O que vemos hoje é que o modelo de gestão educacional promovido pela esquerda no Rio Grande do Norte tem sido muito mais voltado para a manutenção do sistema do que para a busca efetiva de resultados. Educação não pode ser apenas manter a máquina funcionando, precisa ser transformar a vida dos jovens. Lembrando que a governadora Fátima é professora e durante a sua gestão está entregando um dos piores índices do IDEB do país.

Precisamos virar essa chave e focar em um modelo baseado em desempenho e qualidade do ensino. Também é fundamental parar de tratar a educação como pauta ideológica e passar a tratá-la como uma política estratégica de desenvolvimento do estado.

Defendo uma integração contínua entre o que o mercado de trabalho precisa e o que os alunos aprendem dentro da sala de aula. O jovem precisa sair da escola preparado para a vida, para o emprego e para as oportunidades que o RN pode gerar.

Também defendo a ampliação das escolas cívico-militares, um modelo que já demonstrou bons resultados na melhoria do desempenho escolar, na disciplina e na redução da evasão escolar em diversas regiões do país.

Outro ponto essencial é o fortalecimento do ensino técnico e profissionalizante, alinhado com as demandas reais do mercado de trabalho, principalmente nas áreas onde o RN tem potencial de crescimento, como energia renováveis, turismo, agronegócio, indústria, tecnologia e serviços especializados.

Além disso, precisamos implantar um sistema sério de avaliação contínua através de índices de desempenho da performance de alunos, professores e escolas, valorizando o mérito e premiando as unidades que apresentarem os melhores resultados, criando uma cultura de excelência na educação pública.

4. A saúde no RN vive colapso: hospitais superlotados, falta de insumos e o tema como principal causa de rejeição a Fátima (64,5% desaprovam o governo). O que o senhor faria como senador para destravar recursos federais e acabar com essa humilhação diária do potiguar?

Um descaso absoluto que atinge de forma muito contundente a população potiguar. Falta de equipamentos e, quando existem, muitos estão quebrados ou sem manutenção. Exames de imagem pelo SUS se tornaram quase impossíveis de conseguir em tempo razoável, colocando milhares de pessoas em filas intermináveis. O mesmo acontece com as cirurgias eletivas, onde mais de 25 mil potiguares aguardam atendimento, vivendo a angústia de esperar por um direito básico que deveria ser garantido.

Também vemos hospitais sucateados, estruturas que precisam de manutenção urgente e profissionais terceirizados enfrentando atrasos salariais, o que afeta diretamente a qualidade do atendimento prestado à população.

O papel de um senador também passa por ajudar a direcionar recursos federais através de emendas parlamentares para atender necessidades específicas de cada região do estado. Isso significa ajudar no custeio da saúde, apoiar a construção e ampliação de unidades hospitalares e garantir que os hospitais tenham os equipamentos necessários para atender a população com dignidade.

Outro ponto fundamental é o alinhamento institucional com o próximo governo do estado, porque saúde se resolve com cooperação entre as esferas federais, estaduais e municipais. Precisamos construir soluções conjuntas.

Defendo também iniciativas como o chamado “corujão da saúde”, ampliando horários de atendimento e realizando mutirões para reduzir filas de exames e cirurgias eletivas, além de estimular parcerias entre o setor público e o privado para acelerar atendimentos, um modelo que já foi aplicado em outros estados com resultados positivos.

5. O Nordeste continua preso a uma economia de serviços e primária, com alto desemprego e informalidade. O senhor se apresenta como o homem que vai industrializar a região e atrair investimentos maciços. Qual é o pacote de ações que o RN precisa aprovar no Senado para virar esse jogo?

Eu tenho uma visão muito clara dessa realidade porque também atuo diretamente no setor produtivo. Sou um dos diretores da ASPIRN, que representa os polos industriais do Rio Grande do Norte, e conheço de perto as dificuldades reais que os industriais enfrentam para produzir, investir e gerar empregos no nosso estado.

Hoje, o grande problema é que ninguém quer investir em um estado que não consegue equilibrar suas contas, que tem infraestrutura rodoviária limitada, praticamente nenhuma malha ferroviária relevante e gargalos logísticos que dificultam o escoamento da produção. Investidor precisa de segurança jurídica, previsibilidade e infraestrutura mínima para poder apostar em uma região.

O Rio Grande do Norte tem enormes oportunidades na indústria da pesca, nas energias renováveis, na indústria salineira, na mineração, no agronegócio, turismo, carcinicultura e em outros setores estratégicos. O que falta não é potencial, é criar o ambiente certo para que esses investimentos aconteçam.

No Senado, é possível trabalhar em pautas estruturantes como a redução da carga tributária, a simplificação do sistema de impostos e a desburocratização para quem quer empreender. O Brasil ainda possui um ambiente de negócios muito hostil para quem produz, e muitas vezes o maior obstáculo ao crescimento é o excesso de burocracia.

Também precisamos discutir incentivos para infraestrutura logística, melhoria das rodovias, fortalecimento dos portos do Nordeste e atração de projetos ferroviários, porque sem logística eficiente não existe industrialização.

6. Fátima Bezerra deixa o governo com déficit projetado de R$ 4 bilhões, estradas destruídas e zero grande projeto de industrialização. Como o senhor, militar e conservador, pretende usar sua bancada para trazer indústrias e gerar o maior número possível de empregos formais no RN e no Nordeste?

Isso passa diretamente pelo que eu já venho defendendo: a criação de um ambiente de negócios realmente favorável para quem quer investir, produzir e gerar empregos no Rio Grande do Norte. Nenhuma indústria séria investe em um estado com contas públicas desequilibradas, insegurança jurídica e excesso de burocracia.

O primeiro passo é defender responsabilidade fiscal e contas públicas equilibradas, porque isso gera confiança no mercado e abre espaço para novos investimentos. Paralelo a isso, precisamos trabalhar pela redução da burocracia, simplificação tributária e criação de incentivos fiscais inteligentes para quem produz e gera emprego.

Também é fundamental defender no Senado investimentos em infraestrutura logística, recuperação de rodovias, fortalecimento da capacidade portuária e melhores condições para escoamento da produção. Sem infraestrutura, não existe competitividade industrial.

Como senador, pretendo atuar junto à bancada federal para atrair projetos estruturantes para o RN, especialmente nas áreas onde o estado já possui vocação natural, como energias renováveis, indústria salineira, pesca, agronegócio e setor mineral.

7. Sua pré-candidatura nasceu exatamente para representar a direita bolsonarista no RN. Em um momento em que o crime organizado avança e o Nordeste fica para trás, por que o eleitor conservador deve ver no senhor o antídoto definitivo ao modelo petista de gestão?

Minha pré-candidatura nasce justamente com o propósito de representar, no Rio Grande do Norte, os valores da direita conservadora e do movimento bolsonarista, que defendem ordem, segurança, liberdade econômica e respeito à família.

Tenho percorrido mais de 100 municípios do Rio Grande do Norte, ouvindo as pessoas e conhecendo de perto as necessidades reais da população. Isso me deu a convicção de que um mandato de senador pode ser extremamente importante para ajudar a transformar essa realidade, trazendo recursos, defendendo pautas estruturantes e fiscalizando a aplicação correta do dinheiro público.

Quero contribuir com aquilo que acredito: a transformação permanente da vida das pessoas através de prosperidade, segurança e oportunidade. Isso passa por enfrentar o crime organizado com firmeza, defender a correta aplicação dos recursos públicos destinados aos municípios e fortalecer políticas que valorizem a família como base da sociedade.

Existem estudos que mostram que sociedades com famílias estruturadas tendem a ter melhores indicadores sociais, mais segurança e mais desenvolvimento. Por isso acredito que desenvolvimento econômico e valores sociais precisam caminhar juntos.

8. Rodrigo Pimentel defende que segurança pública é pré-condição para qualquer desenvolvimento. Como o senhor concilia o combate duro ao crime com um plano ambicioso de atração de indústrias e geração de empregos no RN?

Eu concordo plenamente com essa visão. Segurança pública é um pré-requisito básico para qualquer desenvolvimento econômico. Nenhum empresário sério investe em um lugar onde o crime organizado domina territórios, onde há insegurança jurídica ou onde a população vive com medo.

Ambientes seguros são ambientes naturalmente mais prósperos, porque atraem empresas, geram confiança e permitem que as pessoas empreendam, trabalhem e circulem com tranquilidade. Quando o Estado garante ordem, o investimento vem como consequência.

O Rio Grande do Norte, por exemplo, tem na indústria do turismo um dos seus principais pilares econômicos. Temos um litoral privilegiado, belezas naturais reconhecidas internacionalmente e um potencial enorme para crescer ainda mais nesse setor. Mas sem segurança não existe turismo forte. O turista precisa se sentir seguro, o investidor precisa confiar e o trabalhador precisa ter tranquilidade para exercer sua atividade.

Por isso defendo que segurança pública e desenvolvimento econômico caminham juntos. Precisamos combater o crime organizado com firmeza, fortalecer a inteligência policial, integrar as forças de segurança e garantir que o Estado volte a exercer autoridade onde hoje o crime tenta ocupar espaço.

Além disso, a geração de emprego também é uma ferramenta poderosa de combate ao crime. Quando o jovem tem oportunidade de trabalho, qualificação profissional e perspectiva de futuro, ele fica menos vulnerável ao recrutamento pelo crime organizado.

9. O povo do RN está cansado de promessas e improvisos. O que o senhor diria para o potiguar que hoje sofre com saúde precária, escola sem qualidade e falta de oportunidade: por que Coronel Hélio é a mudança real que o Nordeste precisa?

O que me coloca nessa caminhada é justamente essa vontade de fazer diferente. Eu não venho da política tradicional. Venho de uma trajetória de disciplina, gestão e compromisso com resultados. Minha missão é trazer essa mentalidade para a vida pública: menos discurso e mais resultado.

Quero ser um senador presente, que fiscalize o uso do dinheiro público, que traga recursos para o estado e que defenda pautas que realmente mudem a vida das pessoas, principalmente nas áreas de segurança, saúde, educação e geração de emprego.

10. Coronel, o senhor foi anunciado como pré-candidato ao Senado pelo PL com o apoio de Flávio Bolsonaro e de um time forte. Qual é a mensagem final que o senhor manda para Fátima Bezerra e para quem ainda acredita que o PT pode continuar governando o RN?

Agradeço a confiança do grupo pelo meu nome e no que depender de mim e da nossa união vamos resgatar o Rio Grande do Norte e o Brasil das mãos incompetentes do PT e redirecionar o nosso estado e país para o caminho do desenvolvimento e prosperidade.

CORONEL HÉLIO DO RIO GRANDE DO NORTE. PRÉ - CANDIDATO AO SENADO FEDERAL NO "FLANCO" DE FLÁVIO BOLSONARO